domingo, 23 de maio de 2010

A morrer aos poucos...

Não sei, e por mais que tente não consigo entender o porquê...
O porquê de eu me sentir a desaparecer aos poucos, sei que sou idolatrado por muitos, e também odiado por outros tantos! O que é certo é que muitos dariam tudo para ter 5 min da minha vida...
Mas e eu? Eu sinto-me a desaparecer... A morrer aos poucos! Parte de mim está sem forças, e a batalha ainda agora começou, não queria revelar-me fraco perante todos aqueles que sempre acreditaram em mim, mas na verdade eu estou a fraquejar, isto esta a tomar conta de mim e o meu sorriso esta a revelar-se mais fraco! Manter a cabeça erguida está a ser um esforço demasiado grande para mim! Talvez este texto apanhe muita gente de surpresa, pois ninguém estaria a espera de me ver expressar tal sentimento, assim como ninguém está habituado a ver o Tó a fraquejar! Mas eu não sou de ferro e algum dia iria ceder... O que é certo é que até a data não desabafei com ninguém nem mesmo com aqueles que são mais próximos! Peço desculpa aos que desiludi mas estou fora de batalha...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Trago-te sempre comigo...

Chamei por ti,

Não respondes-te, não me lembro sequer o som da tua voz, um sussurrar teu...
Limitas-te a colocar-me aqui, como um peão num tabuleiro de xadrez!
De olhos vedados joguei o teu jogo, com passadas curtas e breves fui avançando... Num caminhar de emoções que tu bem conheces...
E eu, pergunto?
Assistes…, observas…, mas,... não te manifestas!
O limiar do tempo, das horas, dos dias... tudo é agora o meu destino...
E que o meu destino seja o que tu próprio sempre desejas-te que fosse, e tornar-me orgulho para ti!
Mas mesmo não o sendo, e até mesmo te desiludindo eu sei que merecias mais esforço da minha parte, mas eu não sou nem serei tão forte quanto tu foste, posso até estar longe de ser o que querias que fosse, mas continuo a amar-te da mesma forma...
Por isso peço-te meu avô,
Ampara-me… como sempre o fizes-te…...

Saudade...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma certeza de um sentimento...

Era já noite quando tudo em mim se transformou em silêncio,
Depois veio o cansaço nocturno, levando-me os pensamentos que gostaria de soletrar neste momento...
As estrelas lá no alto, moram no céu cinzento, abraçando todo o universo como quem sente uma longa vontade de amar o infinito, ou de chamar a liberdade...
Gritarei no fundo do meu silêncio e levarei a minha voz para não ficar despido no meu pensamento...
Pensamento esse em que tu és dona e Rainha, onde tu moras e te apoderas...
Agora questiono-me, "como poderá o homem viver sem amor?"
Eu com toda a firmeza garanto que jamais viveria sem o teu amor, sem as nossas loucuras...
O sono invade-me a alma, e eu sem saber o que me resta desta noite vou descansar mas com uma certeza, a certeza de que tu foste feita para receber o meu amor...
Amo-te Filipa*

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Desilusão...

As vezes pequenas coisas tem efeitos imensos. Palavras, poucas mas secas, que ficam a ecoar na nossa cabeça e a corroer alguma coisa que existe cá dentro. Tentámos perceber a razão mas de cada vez que tentámos ainda nos apercebemos mais de como a reacção foi despropositada. A lógica diz para não ligar, olhar para outro lado, seguir em frente, pensar em outras coisas, mas o incómodo mantém-se presente, como uma agulha fina que nos vai picando em cada movimento.
Hoje senti-me assim! Ainda me sinto assim! Desiludido, sentido. Espero que a noite torne a agulha romba ou a pele insensível.
Não gosto de atritos, muito menos se os mesmos me parecem desnecessários, quando acho que o que devia imperar era a inter-ajuda, o objectivo comum, a consciência do grupo e de propósitos maiores do que a quezília por feudos efémeros.
Não gosto de atritos e sou fortemente ferido pelos mesmos, como se de lixas grossas se tratassem.
Não gosto disto!
Não gosto!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Saudades!...

Saudade.
Saudade. Uma palavra que muito significa. Uma palavra aparentemente simples mas que ao mesmo tempo é extremamente complexa. Saudade. Uma palavra só mas com muitas aplicações. Uma palavra que muitos entendem mas que poucos tem a capacidade de descrever.
O que é a saudade? A saudade tem a capacidade de dar força mas em contrapartida também a tira.
A saudade pode ser como umas garras afiadas que nos aperta o coração tirando toda a vitalidade que nos corre pelo corpo, gelando a nossa alma, provocando efeitos devastadores no nosso espírito, arrastando-o para o abismo.
A saudade percorre o nosso corpo cobrindo cada centímetro com uma incrível sensação de frio. Deixando uma pessoa paralisada com dores e vazia por dentro.
A saudade rodeia o nosso mundo com vento e tempestades poderosas, ocultando toda a luz que a outra hora iluminava o nosso caminho.
A saudade deixa-nos cegos para todo o resto. Tudo que esta a nossa volta desaparece deixando apenas uma sombra daquilo que era, como um reflexo visto através de um espelho quebrado e cheio de pó.
Em contrapartida a saudade dá forças. A saudade alimenta. A saudade tem o poder de mover mundos e arrasar montanhas. Tudo é possível quando o objectivo é matar saudades. Uma vítima da saudade é capaz de muita coisa para eliminar esse sentimento da sua vida e da alma.
A saudade, no entanto, não deixa de ser o eterno sofrimento que atormenta quem tem coração e gosta de quem o rodeia.
Isto é uma vaga descrição de saudade elaborada por alguém que sofre com o afastamento, por um motivo ou outro, das pessoas que fazem parte da sua vida.
Quando digo que tenho saudades tuas, então o meu mundo está de avesso e é por isto que eu estou a passar.
Tenho saudades avô...